O cenário empresarial brasileiro atravessa um momento de extrema cautela. Dados recentes do Monitor RGF-BIZDOC revelam que o país atingiu o maior patamar de pedidos de recuperação judicial desde o início da série histórica, em 2023. Este indicador serve como um termômetro claro da fragilidade financeira que muitas organizações enfrentam diante de um ambiente macroeconômico desafiador. A pressão sobre os balanços corporativos não é um fenômeno isolado, mas o resultado de uma combinação de fatores. O endividamento elevado, somado a dificuldades persistentes na geração de caixa, tem forçado gestores a buscarem alternativas drásticas para evitar o encerramento definitivo das atividades. Em muitos casos, a reestruturação de dívidas tornou-se a única via para a sobrevivência. O caso do Grupo Furlan, em São Paulo, ilustra bem essa tendência. A estratégia de venda de ativos tem sido utilizada como uma ferramenta essencial para reorganizar o passivo e preservar a continuidade dos negócios. Essa prática, embora dolorosa, demonstra a necessidade de agilidade na gestão de ativos em momentos de crise. Especialistas apontam que a resiliência das empresas dependerá da capacidade de adaptação às novas condições de mercado. A pressão por eficiência operacional nunca foi tão alta, e o mercado observa atentamente quais setores conseguirão atravessar este ciclo de desalavancagem com sucesso. O desdobramento desse cenário deve impactar as decisões de investimento nos próximos trimestres, com bancos e credores adotando posturas mais rigorosas na concessão de crédito. A expectativa é que a estabilização dependa de uma melhora nas condições de financiamento e de uma gestão mais conservadora por parte dos empresários.
Voltar
Empresas
Recorde de Recuperações Judiciais no Brasil
O número de empresas em recuperação judicial atingiu o maior patamar histórico, refletindo um cenário de alta pressão financeira e endividamento.
Por Robson Paschin• há cerca de 18 horas

#Economia#Empresas#Recuperação Judicial
Conteúdo inspirado em diariodeminas.com.br
28 de outubro de 2026, às 01:43

